19 fevereiro

2020

Crescente comércio de carne bovina da América do Sul tropeça por coronavírus

Os exportadores de carne da América do Sul, entre os maiores beneficiários de uma doença que mata porcos na China, agora estão vendo uma forte desaceleração no comércio com o país asiático, à medida que o coronavírus interrompe os envios.

As exportações de carne bovina da Argentina para a China quase pararam, já que o vírus restringe o manuseio de carga nos portos, disse Miguel Schiariti, chefe do grupo de indústria de carne do país CICCRA, na segunda-feira em uma entrevista por telefone.

Os frigoríficos argentinos estão buscando compradores alternativos, incluindo a Rússia, embora esses mercados “não paguem tanto quanto a China”, disse Schiariti. Os vendedores brasileiros também têm desviado os embarques de Xangai para outros portos da China ou Hong Kong.

“Está causando sérios problemas de cobrança porque existem empresas que exportaram, mas não estão sendo pagas”, disse Schiariti.

As compras chinesas de carne brasileira, incluindo frango e porco, também estão mais lentas do que o habitual.

Ainda assim, os exportadores esperam uma retomada, com a produção chinesa caindo após atrasos nas entregas de alimentos devido a restrições de trânsito impostas pelo governo. O rebanho local de suínos foi dizimado pela peste suína africana e casos recentes de gripe aviária podem restringir ainda mais o suprimento doméstico de frango.

Brasil, Argentina e Uruguai respondem por quase 70% das importações de carne bovina da China, de acordo com uma apresentação da frigorífica Minerva SA, que opera nos três países. Austrália e Nova Zelândia compõem a maior parte do resto.

Link: http://agrotalento.com.br/sim

Fonte: Bloomberg, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.